Tributário 5 min de leitura
O que fazer quando sua empresa possui dívidas fiscais
Débito na Receita ou na dívida ativa tem saída. Entenda as diferenças, os riscos de esperar e os caminhos para regularizar.

Parcelamento vencido, guia que ficou pra depois, certidão negada na hora de fechar um contrato. Dívida fiscal é mais comum do que parece, e o pior caminho é o de não abrir o e-CAC por medo do que vai aparecer.
Primeiro passo: saber onde a dívida está
Enquanto o débito está na Receita Federal, ele ainda está na fase administrativa. Se não for pago nem parcelado, é enviado à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e inscrito em dívida ativa. A partir daí, sobe um encargo de 20% e as consequências ficam mais sérias.
- Na Receita: consulta pelo e-CAC, no Relatório de Situação Fiscal.
- Na PGFN: consulta pelo portal Regularize.
- Débitos de estado e município (ICMS, ISS, IPTU) têm portais próprios e seguem regras locais.
O que acontece se nada for feito
- Sem certidão negativa, a empresa perde licitações, crédito bancário e alguns contratos.
- Pode ser excluída do Simples Nacional.
- A dívida pode ser protestada em cartório e o CNPJ incluído no Cadin.
- Com a execução fiscal, vêm penhora de bens e bloqueio de contas.
- Multa e juros (Selic) correm todos os meses.
Os caminhos para regularizar
Parcelamento ordinário
Na Receita e na PGFN, o débito pode ser dividido em até 60 parcelas mensais, sem desconto, com correção pela Selic. É o caminho mais simples quando o valor cabe no caixa.
Transação tributária
Prevista na Lei 13.988/2020, é a negociação com a PGFN em editais periódicos. Conforme a capacidade de pagamento da empresa, pode haver desconto em multa, juros e encargos e prazo maior que o do parcelamento comum. Micro e pequenas empresas costumam ter condições melhores.
Revisão do débito
Nem toda cobrança está certa. Declarações com erro, pagamentos não vinculados e débitos prescritos (em regra, cinco anos) aparecem com frequência. Antes de negociar, vale conferir se o valor é devido.
Compensação com créditos
Muitas empresas pagaram imposto a mais nos últimos anos sem saber. Esse crédito pode ser usado para abater débitos, o que reduz o valor a negociar.
Como a ECAC conduz
- Levantamento completo dos débitos federais, estaduais e municipais.
- Conferência de cada cobrança e busca de créditos a compensar.
- Simulação das opções (parcelamento, transação, defesa) com o impacto no caixa.
- Adesão, acompanhamento das parcelas e emissão da certidão.
Quanto mais cedo a conversa, mais barata a solução. Nos últimos 3 anos, a ECAC recuperou R$ 15 milhões para clientes.